Estávamos próximo das férias escolares,
As matérias já não entram após o sono tocar
Mesmo os que não obtiveram notas satisfatórias
Não perderam a oportunidade de criar suas histórias.
Ao fim de nove meses de muita aprendizagem
Com bases desniveladas, a felicidade é uma mensagem.
Não existe igualdade nestas calemas,
A felicidade é do tamanho da tua dedicação
A humildade, o sorriso são antídotos da conquista
A humanidade assim como o amor estão em conta-gotas.
Dois minibuses estão repletos de histórias de uma nação
Com o querer já delineado, a ação ficou apenas numa lista.
Sete Ondas é o destino destas almas que se mesclam
Da lusofonia à francofonia, nesta praia, é a paz que buscam.
Os saberes confirmados e outras em início da viagem
Neste areal, os agudos e os graves estão em evidência
Para que o molho-ao-fogo seja o fogo da paixão que desperta
A melodia da vitória de uma caminhada dedicada como os Calema.
Praia de Sete Ondas de areias negras. Desfazem-se nelas as sete filhas
Feitas as histórias da Olinda que se perpetua nos ouvidos do universo.
Filhos distintos produziram intemporais versos que personificam as ilhas,
De lá mergulhamos, bebemos e daremos vidas a novos e ricos versos
Para que se perdure eternamente o brilho dos filhos que partiram.
Fomos à praia em plena gravana, num sábado de manhã
Confecionamos diferentes pratos na casa da tia Inocência
Dos mais antigos ainda com sabores originais
Aos mais recentes, degustados com os demais
Fez-se acompanhar de Palmas e algumas Nacionais,
No auge desta aura cultural não podem habitar homens banais.
Do livro de poesias, #cançaodeoutono, Editorial Novembro, Ludger de Carvalho
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