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Sê benvind@! Este é um blogue pessoal em que exponho algumas de minhas palavras, excerto dos meus livros e de alguns poetas da lusofonia, vídeos e fotos para todos apaixonados, e não só, pela poesia. Um blogue de leitura agradável, Boa leitura!

quinta-feira, 22 de maio de 2025

O Deserto Nu

Já te encontras na viagem desde os primórdios, que te olham de lá.

Será que podem colocar o ponto final na tua frase cá?

Na verdade, é que muitos não resistiram e sucumbiram,

Às provocações da lei natural, naturalmente aceitaram

Como se natural fossem as areias não provarem da liquidificação.

Uns levantam as vozes, mas não chegam ao oásis

Outros assinam e deixam-se levar com a tempestade.

Contudo, muitos outros ainda estão por vir

Os castelos outrora demolidos vão-se construir,

A areia levantou-se, mas não paramos de sorrir.

Somos muitos, mas temos as mentes a diminuir

Se uma semente no teu solo vai poder fluir,

Com os celsius elevados, como iremos de aqui sair?

O deserto está nú em tudo que se define como base de viver

As vírgulas e reticências estão na tua definição para poder ser.

Viemos sem roupas e vamos sem ou com algo escolhido por outros,

A riqueza é a ilusão para superiorizarmos os nossos amigos.

A tua mão dispõe de milhões de dedos que tardam em fechar-se,

Asfixiam diariamente os teus netos por conseguirem expressar-se.

Manténs o teu legado. Com ele fizeste uma união transitória

Como a vida, ela também cumpriu os propósitos da existência.

Num lar neutro, colocaste os cabides que se embelezam com a miragem

Com a garganta seca, elevaste a canção mais condimentada:

Fome, morte. Exploração, emigração. Injustiça, cobiça...

Afinal, só queres tornar real a miragem e poder vestir os cabides.

Imagem net


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