Já te encontras na viagem desde os primórdios, que te olham de lá.
Será que podem colocar o ponto final na tua frase cá?
Na verdade, é que muitos não resistiram e sucumbiram,
Às provocações da lei natural, naturalmente aceitaram
Como se natural fossem as areias não provarem da liquidificação.
Uns levantam as vozes, mas não chegam ao oásis
Outros assinam e deixam-se levar com a tempestade.
Contudo, muitos outros ainda estão por vir
Os castelos outrora demolidos vão-se construir,
A areia levantou-se, mas não paramos de sorrir.
Somos muitos, mas temos as mentes a diminuir
Se uma semente no teu solo vai poder fluir,
Com os celsius elevados, como iremos de aqui sair?
O deserto está nú em tudo que se define como base de viver
As vírgulas e reticências estão na tua definição para poder ser.
Viemos sem roupas e vamos sem ou com algo escolhido por outros,
A riqueza é a ilusão para superiorizarmos os nossos amigos.
A tua mão dispõe de milhões de dedos que tardam em fechar-se,
Asfixiam diariamente os teus netos por conseguirem expressar-se.
Manténs o teu legado. Com ele fizeste uma união transitória
Como a vida, ela também cumpriu os propósitos da existência.
Num lar neutro, colocaste os cabides que se embelezam com a miragem
Com a garganta seca, elevaste a canção mais condimentada:
Fome, morte. Exploração, emigração. Injustiça, cobiça...
Afinal, só queres tornar real a miragem e poder vestir os cabides.

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