Estamos no fim de mais um ano.
Por norma, faz-se uma retrospectiva do ano que finda.
Dos acontecimentos, agradecer as vitórias e as conquistas,
Sermos gratos pelos rebentos e pelo amor que ainda reside em nós.
Buscar forças e coragem para superar as perdas e
Nas derrotas, descobrir as falhas, corrigir e criar novas pegadas
Aos adoentados, um novo ano com muita saúde!
É este o nosso ciclo, pois existem coisas que não mudam.
A diferença é que nunca estamos preparados:
Para um adeus daquela pessoa querida que fora o alicerce do nosso quotidiano;
Para os sorrisos joviais roubados por aqueles que deveriam ser os mentores;
Pelos filhos que hão de crescer sem a presença dos pais, porque muitos deles tiveram de fazer uma segunda luta pela liberdade.
As balas tendem a não calar ao redor da minha casa
Já fizeram tantos buracos nas paredes da casa que parecem obras de arte sem autor.
De fora vejo mais um caído e o chão pintado de vermelho.
Seria mais um que não queria compactuar com a obra de arte?
Já não me sinto dentro de uma gaiola,
Mas vejo que as minhas asas continuam atadas.
Aqui a liberdade escreve-se com o lápis preso à uma borracha.
Agora só posso andar e, desta forma, saberão o destino das minhas pegadas.
Ainda assim, eu vou caminhar com esperança, amor, paz e na companhia do acreditar que no ano 2025 os nós hão de soltar e vamos poder voar para onde a liberdade se escreve a caneta.
Tenho muito que agradecer e as pessoas em questão sabem que sempre irei ser grato: todos os familiares, as que estão próximas e aquelas que estão distantes, das que partilham a mesma paixão poética, aos profissionais e colegas de trabalho e aos meus leitores. Muito agradeço por estarem comigo neste ano e votos de um 2025 com muita saúde, com mais poesia e amor e que cada um de nós consigamos realizar os nossos projetos!
Um forte abraço e BOM ANO NOVO!🌲❄️🥂

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